João Barone
Da Glória ao Esquecimento...
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

23 de janeiro de 2012

90 Anos do Cel Amerino Raposo Filho - Seu Grupo disparou o Último Tiro da Artilharia Brasileira na Italia, em 29/04/1945


20 de janeiro de 2012 - uma data festiva para os Veteranos da FEB. No Rio de Janeiro o Cel Amerino comemora seus 90 anos cercado das manifestações de carinho da família e de tantos companheiros, mesmo os distantes reunidos numa corrente invisível para saudá-lo com votos de muita saúde e realizações, ele que continua lutando pela causa FEBiana, como vemos nas fotos recentes na Casa da FEB, onde realizou em dezembro de 2011 magnífica e informativa palestra entretendo os presentes por duas horas, descrevendo suas vivencias com riqueza de detalhes somente possível por quem viveu aquela época, como a recepção aos brasileiros ao longo da entrada de Bombiana, já ao final da guerra, saudados como os Liberatori.

O então Ten Amerino foi o comandante da Linha de Fogo da 2a. Bateria do III GO 105, do Cap Walmicki Ericksen, que cumpriu a derradeira missão de combate da Artilharia Divisionaria da FEB, disparando o último tiro na Italia, em apoio de fogo na região de Collechio/Fornovo ao cerco e rendição da 148ª. Divisão de Infantaria alemã e da Divisão Bersaglieri italiana, evento este até hoje comemorado no atual aquartelamento do Grupo Bandeirante de Barueri-SP a cada 29 de abril.
Atual VP do CEBRES o Cel Amerino, da Turma de 1943 da Escola Militar do Realengo, foi voluntário para a FEB, possuindo 16 condecoracoes, inclusive a Cruz de Combate, e na FEB tirou o curso de Esquiador e Alpinista junto a Mountain School - 10th Mountain Division/Vth USA Army.
Parabéns, Cel AMERINO, seus companheiros, amigos e admiradores da Casa da FEB saúdam efusivamente o Bravo Artilheiro da FEB, que nos campos da Itália honrou as gloriosas tradições de Caxias e Mallett.


Related Posts with Thumbnails

21 de janeiro de 2012

Entrevista com o Tenente Israel Blajberg, entusiasta da FEB


Nascido no Rio de Janeiro aos 31/maio/1945, brasileiro nato de primeira geração flho de imigrantes poloneses.

Professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense desde 1972. Engenheiro do BNDES (1975-2011). Formado em 1968 pela ENE-UB.
Coordenador do Ciclo de Encontros FEBianos 2011, Editor do NOTICIÁRIO ANVFEB, 2º. Diretor-Social da SOAMAR-RIO, Diretor Técnico-Cultural da Associação dos Antigos Alunos da Politécnica, Diretor de Relações Públicas da Associação Nacional dos Veteranos da FEB. Presidente da AHIMTB/RIO, Diretor de Comunicação Social do IGHMB, Diretor de Cidadania da FIERJ.
Ex-aluno do CPOR/RJ, Turma Marechal Rondon, Artilharia 1965. Diretor da Associação de Ex-Alunos. Cursou a ESG em 2004 – CAEPE e 2007 – CLMN. Membro da ADESG e OVART.
Escreveu o livro Soldados que Vieram de Longe e artigos publicados em revistas e sítios militares, como DEFESA NACIONAL, VERDE-OLIVA, O Anfíbio, O ADESGUIANO, BNDES –Revista dos Clubes Militar, de Aeronáutica e Naval. Palestrante na Casa do Saber, Clube Militar, Clube Monte Sinai, e diversos seminários e congressos.
Condecorações: Ministério da Defesa, Medalha da Vitória - Marinha, Medalha de Amigo da Marinha - Exército, Medalha do Pacificador - Aeronáutica, Ordem do Mérito Aeronáutico, Cavaleiro, e outras das Associações de Ex-Combatentes Nacionais e de Nações Amigas e da PMERJ. Amigo da AD/1 e do MMCL.

PSG- Tenente Israel Blajberg, o senhor poderia expor sua opinião sobre o esquecimento da Força Expedicionária Brasileira pela grande maioria?


IB- Parece incrível que há quase 70 anos, multidões pararam o centro do Rio para aclamar nossos pracinhas que voltavam da Guerra, quando hoje o assunto ficou restrito a uma minoria de estudiosos e interessados, enquanto outros temas ocupam as atenções do público.

Talvez algum antropólogo ou sociólogo pudesse examinar melhor o assunto, mas enquanto isso nao acontece, e já que fui consultado, penso que tal se deve ao temperamento lúdico do brasileiro, em geral interessado em música, novelas, enfim, distante de guerras, serviço militar, e mesmo da política, haja vista o que vemos diariamente nos jornais acerca dos políticos por nós eleitos. Entretanto, tal tedencia não parece ser exclusiva nossa, eis que em diversos outros paises nota-se que as comemorações da 2ª Guerra Mundial já não chamam tanto a atenção como no passado. Uma das causas possivelmente seria o decrescimo natural do número de veteranos ainda vivos.

Outra causa do paulatino esquecimento e que o Brasil nunca mais partcipou de guerras, salvo raros casos pontuais de pequena monta, apenas de Operações de Paz. Assim, não existe a renovação que ocorre nas associções de veteranos, em paises que vão emendando uma guerra na outra através dos tempos, como EUA, França, Inglaterra e outros. Embora existam aqui outras associações de veteranos, como as do chamado pessoal da praia, do Batalhão Suez, de São Domingo, dos Fuzileiros, elas não se comunicam entre si, e o pior, em alguns casos ainda competem, o que em nada ajuda a causa.


No Brasil, a memória dos feitos militares vai ficando cada vez mais rarefeita, com o assunto pouco ventilado nas escolas de todos os níveis. Uma exceção seriam os museus, onde observamos alguma expansão no tocante a FEB, como os militares por todo o país, e alguns ligados a associações de veteranos.


PSG
- O que o senhor acredita que vá acontecer no futuro com a memória dos veteranos da FEB?
IB- A memória dos Veteranos da FEB vai depender dos filhos, netos e bisnetos dos expedicionários, e demais voluntários interessados, pois o poder público já demonstrou que pouco pode ajudar.
A tendência até agora foi de caminhar assintoticamente para uma estabilização em nível mínimo, com base nas notícias que temos das Regionais, no passapo quase 50 e hoje reduzidas a no máximo 15 e quase todas com pequeno quadro de sócios. A FEB era um microcosmo de quase todos os estados brasileiro, dai a pulverização das regionais. Na Argentina até há pouicos anos ainda existia uma asociação dos descendentes da Guerra da Tríplice Aliança.

PSG- Hoje em dia, as novas tecnologias permitem que muitas informações possam ser compartilhadas entre incontáveis pessoas, o senhor acha que isso pode ser usado para divulgar e difundir a Força Expedicionária Brasileira?
IB- Certamente, a Internet, os museus volantes, as palestras multimidias podem levar a história até as escolas, clubes, enfim, a informação pode ser completamente descentralizada. Isto é o que está previsto para execução p. ex. na Casa da FEB no Rio, onde a empresa Tecnolach ofereceu toda a reforma e modernização das instalações até então extremamene envelhecidas e obsoletas. Os Encontros FEBianos que iniciamos em 2011 deverão ser condensados em anais, para ampla distribuição por todos os canais de divulgação, aumentando assim a visibilidade da história FEBiana.

PSG- Tenente, gostaria que deixasse suas considerações finais, obrigado.
IR- O ano de 2012 é muito importante para todos que cultuam a memória dos feitos heróicos das armas brasileiras na Segunda Guerra Mundial, pois marcará os 70 anos de eventos históricos relevantes para o povo brasileiro, iniciando-se com a Conferencia Pan-Americana de janeiro de 1942, com o Chanceler Oswaldo Aranha representando o Brasil, em 15 jan 1942 no Rio de Janeiro, baixando resolução unânime de que as Repúblicas Americanas romperiam relações com as potências do Eixo, o que foi feito pelo Brasil em 28 jan 1942. Em represália, a Alemanha nazista inicia uma violenta campanha anti-submarina contra a navegação marítima nacional, com o torpedeamento do BUARQUE, o primeiro de mais de 30 navios mercantes a serem afundados, com a perda de 1 milhar de vidas brasileiras.

Em 22 ago 1942– Face ao clamor popular diante da brutal agressão nazista, com o torpedeamento de 7 navios (Baependy, Araraquara, Annibal Benévolo, Itagiba, Arará, Jacira e um pesqueiro), com perda de mais de 600 vidas em apenas 4 dias, o Brasil após reunião do Ministério reconhece o estado de beligerância com a Alemanha e Itália, e em 31 ago 1942 - Através do Decreto Lei 10.358, o governo declara o estado de guerra com a Alemanha e Itália, para todo o Brasil.

Nos anos seguintes o Brasil participou ativamente do conflito, como uma das 19 Nações Aliadas, permitindo o uso de suas bases para o esforço de guerra, enviando suprimentos estratégicos, defendendo o Litoral com forças de Terra, Mar e Ar, e formando a FEB – Força Expedicionária Brasileira, com 25 mil soldados, e o 1º. Grupo de Aviação de Caça (Senta-a-Pua), com 500 homens, que atuaram na Itália até o final da guerra em 8 de maio de 1945, sofrendo a perda de 465 soldados  que tombaram em ação, e cujos restos mortais encontram-se no MNMSGM, onde será instalada a obra objeto desta homenagem.

Assim sendo, faço aqui um chamamento a todos os descendentes dos Veteranos da 2ª. Guerra Mundial, para que empunhem a bandeira deixada pelos seus antepassados, a fim de mantê-la sempre elevada, recordando uma das páginas mais gloriosas da Historia do Brasil, um pais ainda rural na década de 40 e que soube responder a traiçoeira agressão de uma das mais cruiéis e poderosas máquinas de guerra jamais vista, dando uma rsposta a altura no nosso litoral e nos campos de batalha da Italia. Uma operação que ainda hoje seria dificílima de executar, haja vista os deslocamentos das nossas Forças de Paz para o Haiti, por exemplo, e que na época fomos capazes de realizar com grande sucesso, levando 25 mil expedionarios para lutar na neve com modernos equipamentos ainda não conhecidos, obtendo o reconhecimento dos Aliados. Uma história da qual podemos e devemos nos orgulhar.

Prof Israel Blajberg
Diretor de RP – Casa da FEB – Rio



Related Posts with Thumbnails

27 de maio de 2011

Festa no lançamento e noite de autógrafos do livro de Derek


O Palácio das Águias esteve em festa, na noite de sexta-feira, 15 de Abril, com o lançamento do livro “Da Glória ao Esquecimento: os socorrenses na Segunda Guerra Mundial – resgatando a memória da cidade”, escrito pelo historiador Derek Destito Vertino.
Com a presença de dezenas de amigos, dos pais Clara e Cido, e parentes dos pracinhas socorrenses, a noite de autógrafos teve início com as palavras do autor, que fez uma rápida explicação dos motivos que o levaram a escrever o livro.

O primeiro objetivo de sua pesquisa histórica, foi o de levantar um monumento aos heróis socorrenses, a exemplo do que existe em outras cidades da região. Esbarrou com uma série de dificuldades, entre elas a falta de dados, fotos e documentos da época, as quais perderam-se com a grande enchente de 1970. Da memória dos pracinhas, seus descendentes também não tinham muito a contar. Os jornais locais devem ter falado dessa epopéia dos socorrenses, também rodaram com as águas da enchente.
“Como o monumento era uma incerteza, a curto prazo, há dois anos comecei a pesquisa sobre a participação do Brasil na II Guerra Mundial e, em especial, da participação dos socorrenses, para escrever o livro que resgata um pouquinho da História”, disse Derek que, agora, aguarda o cumprimento do compromisso da prefeita Marisa, em levantar o Monumento aos Pracinhas, conforme o acordo feito com ele e descendentes dos soldados.

No vídeo que passou, em seguida, feito por alunos da Universidade Anhembi Morumbi, com depoimento de expedicionários que participaram a guerra, ficou bem clara a vontade da ditadura Vargas em colocar esse episódio no esquecimento. Depois da tomada de pontos estratégicos na Itália, com a rendição de soldados inimigos, a FEB – Força Expedicionária Brasileira, foi destituída e seus soldados dispensados, antes mesmo de voltarem ao Brasil.

E mesmo recebidos com festas, em seus municípios, não receberam nenhuma ajuda governamental durante anos. Nossos pracinhas foram esquecidos, pois a ditadura de Getúlio Vargas, não interessava ressaltar feitos heróicos realizados em nome da democracia.

Após a apresentação do vídeo, as viúvas dos veteranos receberam botões de rosas. A filha de Thomas Marcelino Borim, Neusenice, ficou muito emocionada ao agradecer, em nome dos demais parentes, pelo trabalho desenvolvido por Derek, em seu livro:
“Meu pai sempre dizia não entender o porquê desse esquecimento por parte das autoridades, de um feito tão importante de nossa História. Ele sempre participava de eventos em outras cidades, feitos em homenagens aos pracinhas. Para nós, esse é um momento muito importante e tenho certeza que meu pai está feliz, com esse resgate da história. Muito Obrigada!”, disse ela.

Em seguida foi servido um coquetel aos convidados, enquanto Derek autografava os livros, para os amigos que formaram uma longa fila para adquirir um exemplar. O autor agradece a fotos os que compareceram ao evento e aos patrocinadores do livro.

E com a internet, o livro chegou aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Brasília, Rio Grande do Norte, Alagoas, Belém do Pará e em outros países, também na comunidade brasileira em Angola e Alemanha.

Quem não compareceu e quer conhecer um pouco dessa parte da II Guerra Mundial, da participação da FEB e dos pracinhas socorrenses, o livro está sendo vendido por R$17 no Mercado Livre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-179747016-da-gloria-ao-esquecimento-os-socorrenses-na-segunda-guerra-_JM ou por outros contatos: derekdvertino@gmail.com / derekdvertino@hotmail.com / (19) 8126 9182 e (19) 8170 9858.
Colaboradores: Derek Destito Vertino e Maria Tereza Ferraz
Fotos: Maria Tereza Ferraz do Carmo e Isabela Fernandes Rosa

O Portal Segunda Guerra parabeniza a atitude do historiador Derek Vertino, por sua iniciativa em resgatar a história de pessoas tão importantes como os Ex-Combatentes da FEB. E agradecemos o espaço e a citação que o autor fez em seu livro sobre o Portal Se Gunda Guerra.


Related Posts with Thumbnails

22 de maio de 2011

Entrevista com João Barone, entusiasta da Segunda Guerra Mundial e baterista dos Paralamas


João Barone é o baterista de uma das bandas de mais sucesso no Brasil, essa que junto com Legião Urbana, Titãs e Barão Vermelho, forma a base do rock nacional, Os Paralamas Do Sucesso. Também atua como entusiasta da Segunda Guerra Mundial, usa sua paixão por veículos militares antigos para promover uma ideia já esquecida e tão importante quanto o valor e os ensinamentos que a guerra trouxe. Veja a entrevista abaixo:


PSG: Sr. João Barone, você é um entusiasta da Segunda Guerra Mundial, assim como da FEB, gostaria de saber, o que o motiva, e qual a importância, na sua visão, possui resgatar e guardar a história que envolve todo esse conflito?

JB: Tive um reencontro com o tema depois que me dediquei a restaurar um jeep Willys MB da Segunda Guerra, ocasião em que fundamos um clube de entusiastas de viaturas militares antigas no Rio, o CVMARJ. Comecei a me interessar com mais motivação pelo tema, pois meu pai dirigia um jeep como esse quando era soldado no Regimento Sampaio, em ação na Itália com a FEB. Nos eventos em que nosso clube participava, sempre dávamos especial atenção aos ex-combatentes, nos desfiles e eventos. Sempre me deparei com a falta de valorização dos da história do Brasil na Segunda Guerra, não apenas do esquecimento dos ex-combatentes, mas tudo que significou o Brasil enviar seus soldados para uma guerra em plena Europa, enquanto nos éramos um país de 4º mundo, tudo que isso significou. Conhecer a história da FEB ajuda a entender os paradoxos do Brasil de hoje.

PSG: Um dos trabalhos que realizou foi o documentário pela History Channel, “Um Brasileiro No Dia D”, gostaria que nos contasse como foi à experiência de refazer os passos de uma batalha tão importante como a do Dia D. E o que o motivou a isso.

JB: Está tudo bem explicado no documentário e depois no livro que escrevi: A minha Segunda Guerra. Foi um verdadeiro sonho visitar aqueles lugares na Normandia onde ocorreu o Dia D. Foi emocionante ver como os ex-combatentes são LEMBRADOS e RESPEITADOS por todos, isso foi um dos pontos altos da narrativa.

PSG: Assim como o documentário citado antes, um dos motivos de ter escrito o livro “A Minha Segunda Guerra” foi a de que seu pai participou do conflito, como muitos sabem, integrando a Força Expedicionária Brasileira. No livro, você registrou muitos aspectos curiosos da guerra, do documentário que apresentou, bem como de seu pai. Em relação a você, como foi registrar esses fatos? E que repercussão você acha que eles tiveram e ainda tem sobre as pessoas?

JB: Eu fico aliviado em saber que existem pessoas que sabem, reconhecem e respeitam a participação do Brasil na guerra, mas a grande maioria desconhece tudo que diz respeito a isso. Nossa missão é não deixar que o
sacrifício dos que morreram nos torpedeamentos dos navios brasileiros e nos campos de batalha e nos céus da Itália seja esquecido. Lembrar por que lutaram e por que morreram, deixar esta lição para as gerações atuias e futuras. O brasileiro teve coragem e fibra na luta, não somos um bando de fanfarreiros, como muitos querem nos transformar.

PSG: Você é um colecionador de viaturas militares antigas, e faz parte da Associação Brasileira de Preservadores de Viaturas Militares, em sua opinião, qual importância exerce expor para as pessoas algo realmente impactante da Segunda Guerra Mundial, ou seja, as pessoas ouvem muito falar do conflito, de estórias sobre a mesma, mas mostrar de perto instrumentos, réplicas ou verdadeiros, da guerra para as pessoas é algo diferente, qual a influência que isso causa?

JB: Isso passa por certas tecnicidades, coisas que nem todo mundo tem disposição. Eu acho legal saber os nomes dos aviões e tanques, mas tem horas que isso se torna massante. Saber sobre a Segunda Guerra vai mais além do que passear de jeep domingo de manhã, mas eu reconheço que isso leva a outras coisas mais importantes, como o resgate histórico, valores cívicos, essas coisas que chamam de cultura.
PSG: Sr. Barone, por favor, deixe suas considerações finais. Obrigado pela entrevista e ainda mais sucesso!
JB: A Segunda Guerra é um assunto amplo, que desperta muitos sentimentos, mas acima de tudo, o horror à monstruosidade humana. Na tentativa de dar um bsentido a tudo que aconteceu naqueles tempos conturbados, acredito que a maioria das pessoas que se deixa levar pelo tema reconhece como a guerra foi capaz de despertar o melhor e o pior da natureza humana. Esse é seu grande legado: jamais esquecer.



Related Posts with Thumbnails

6 de maio de 2011

Procurador-geral de Justiça será homenageado por Veteranos da FEB com medalha do mérito


Enviado por Rigoberto Júnior - Secretário Ad-hoc ANVFEB PE

O Procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, recebeu na manhã desta Segunda-feira (2), em seu gabinete, a visita de dois heróis da II Guerra Mundial: Archias Alves de Almeida Júnior e Rigoberto de Souza – respectivamente, Presidente e Vice-presidente da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) – Regional PE. Durante o encontro, os dois Veteranos comunicaram oficialmente a Fenelon a homenagem que lhe será prestada com a outorga da Medalha do Mérito Pracinha Antônio Vieira.
 
A entrega da condecoração será feita durante formatura militar alusiva ao Dia da Vitória, às 9h30 da próxima sexta-feira (6), no Comando da 7ª Região Militar (Avenida Visconde de São Leopoldo, 198 – Engenho do Meio). O ato solene será conduzido pelo Comandante Militar do Nordeste, General de Exército Odilson Sampaio Benzi.

De acordo com o Presidente da Associação dos Veteranos da FEB, a homenagem é prestada às personalidades pernambucanas que têm relevantes serviços prestados à memória da Força Expedicionária Brasileira. “Sempre nos seus discursos, o procurador-geral de Justiça tem feito referências elogiosas à bravura dos nossos Pracinhas nos campos de batalha da Europa, durante a II Guerra Mundial, sem falar que o pai dele, Henrique Fenelon, foi também veteranos da FEB”, explicou o Major Archias.
 
“O Brasil precisa saber tratar melhor os nossos verdadeiros heróis, aqueles que arriscaram suas vidas e derramaram seu sangue nos campos de batalha, em defesa de um mundo livre”, argumentou Fenelon. O Procurador-geral ainda frisou que seu pai alistou-se como voluntário na FEB, lutou na batalha de Montese, na Itália, e voltou ao Brasil como Herói de guerra. “Como filho de um Veterano da FEB, estou agora numa batalha em defesa da cidadania”, finalizou.



Related Posts with Thumbnails

Conselho Estadual de educação de Santa Catarina aprova inclusão de temas vinculados a FEB em materiais didáticos


Enviado por Andréia Lopes - "FEB - Museu da Paz" - Jaraguá do Sul


No dia 19 de abril, em Florianópolis, conseguiu-se a aprovação por unanimidade do Conselho Estadual de Educação para a inclusão nos currículos escolares e livros didáticos estudos e temas vinculados à participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial através da Força Expedicionária Brasileira, atendendo a uma das propostas da Carta de Jaraguá, documento produzido durante o 22º Encontro Nacional de Veteranos da FEB, em novembro do ano passado, em Jaraguá do Sul.
Este Conselho irá sugerir aos outros estados brasileiros para que, assim como Santa Catarina, também incluam os estudos sobre a FEB nos currículos escolares.


Related Posts with Thumbnails


Related Posts with Thumbnails

18 de abril de 2011

Nota de Falecimento: Veterano da FEB José Bezerra de Morais


Enviada por Rigoberto de Souza Júnior - Secretário AD-hoc ANVFEB PE

É com grande pesar que comunicamos o falecimento de Veterano da FEB José Bezerra de Morais, ocorrido em 12/04/11, na cidade do Recife,após um período bastante longo de internação no Hospital Português,aqui em Recife.

A Associação Nacional dos Veteranos da FEB - Regional Pernambuco, se solidariza com sua Família neste momento de profunda tristeza.

Major Archias Alves de Almeida Júnior
Presidente

"Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos"


Related Posts with Thumbnails

7 de abril de 2011

Camuflagem de fábrica de aviões americanos


Durante a Segunda Guerra Mundial, muito se trabalhou na questão de enganar e despistar o inimigo, seja quanto aos países do Eixo, quanto aso países Aliados. As fotos abaixo mostram o trabalho dos engenheiros americanos para esconder, com a camuflagem, a fábrica de aviões da Lockheed, em Burbank, e também para evitar possíveis ataques aéreos japoneses, assim, a região rural parecia um local com apenas fazendas.


 

 

 

 

 


Related Posts with Thumbnails

28 de fevereiro de 2011

Solenidade alusiva à Tomada de Monte Castelo - ANVFEB - Recife/PE - 2011


Enviada por Rigoberto de Souza Júnior - Secretário AD-hoc ANVFEB PE

No dia 21 de fevereiro de 2001, realizou-se as comemoreções aos  66 anos da Tomada de Monte Castelo, na cidade de Recife, no Pernambuco, no CPOR Recife, onde ocorreram palestras para o corpo de alunos e exposição de Material Histórico e Solenidade Militar na 7ª RM/&ª DE.

Fizeram-se presentes veteranos da Força Expedicionária Brasileira, militares e autoridades locais.








Galeria de Fotos








Related Posts with Thumbnails

23 de fevereiro de 2011

Livro resgatará a memória de veteranos da FEB


Livro homenageará socorrenses que ajudaram no esforço de guerra do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

Derek Destito Vertino, autor de Da Glória ao Esquecimento: Os Socorrenses na Segunda Guerra Mundial - Resgatando a memória da cidade, procura com o livro, homenagear e contar a história de alguns daqueles bravos brasileiros que se enganjaram a favor do Brasil para vencer um inimigo opressor.

A iniciativa do jovem autor, que tem apenas 22 anos, e já licenciado em História e pós-graduado em História Militar, é admirável, pois busca trazer a conhecimento da sociedade uma parte importante da História do Brasil, que cada vez mais vem sendo respeitada, mas que ainda está longe do ideal. É este tipo de atitude e iniciativa que se devem reinar nos brasileiros, pois o descaso com os veteranos brasileiros da Segunda Guerra Mundial ainda impera.

O Portal Segunda Guerra deseja sucesso para o autor e seu trabalho, do qual o lançamento está previsto para a segunda quinzena de março de 2011.

Contato com o autor do livro:

derekdvertino@hotmail.com
derekdvertino@gmail.com
019 – 8126 9182
019 – 8170 9858Related Posts with Thumbnails

22 de fevereiro de 2011

9º BEC comemora a Tomada de Monte Castelo


No último dia 21 de fevereiro de 2011, o 9º BEC (Batalhão de Engenheiro e Combate) comemorou a 66º aniversário da Tomada de Monte Castelo, batalha travada pelas tropas da Força Expedicionária Brasileira durante a campanha da Itália, na Segunda Guerra Mundial.

Na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul, nos domínios do 9º BEC, com a presença de veteranos da FEB, militares e autoridades, comemorou-se a vitória na batalha que arduamente as tropas febianas venceram depois de muito esforço.

A tomada aconteceu no dia 21 de fevereiro de 1945, contra um inimigo esperto, experiente e geograficamente melhor posicionado, a Força Expedicionária Brasileira foi incumbida de tomar o Monte Castelo, esse que fazia parte da cadeia de montes que formavam a linha alemã. Depois de algumas tentativas americanas, as tropas brasileiras tomaram o Monte Castelo em seu terceiro ataque, tendo muitas baixas, a FEB fincou a bandeira brasileira no monte.


Galeria de Fotos






Related Posts with Thumbnails

3 de janeiro de 2011

Livro - Diários de Guerra - Volume 1 - Anjos de Branco: O Serviço de Saúde da FEB na Itália Salvando Vidas (1944-1945)


Título: Diários de Guerra - Volume 1 - Anjos de Branco: O Serviço de Saúde da FEB na Itália Salvando Vidas (1944-1945)
Autor(a): Carmen Lúcia Rigoni
Editora: Progressiva

Sinopse:
Para os leitores que são apaixonados pela história esta  obra Diários de Guerra - Volume 1 - Anjos de Branco: O Serviço de Saúde da FEB na Itália Salvando Vidas (1944-1945) vai compor uma trilogia com outras publicações que brevemente vão estar disponibilizadas ao público interessado em conhecer melhor a participação brasileira na 2ª Guerra Mundial. Se o diário nº 1 trata com objetividade sobre o Serviço de Saúde da FEB durante a guerra, o diário nº 2 tratará da campanha dos combatentes brasileiros em território italiano, mostrando  momentos importantes da nossa participação no conflito mundial. Já o diário nº 3, vai marcar episódios ligados ao retorno dos combatentes ao Brasil. Já a presente obra, vai retratar a história dos 176 méidcos enviados para a guerra, os enfermeiros, homens e mulheres, os padioleiros e outros profissionais, que à custa de muito sacríficio, salvaram centenas de vidas.

Dentro da narrativa proposta neste trabalho, nos apropriamos dos testemunhos de todas essas personagens, muitos já organizados nas pesquisas acadêmicas, colhido pel história oral, ou publicadas como memórias, as quais nos preocupamos em referendar. Mas o enfoque maior foi dado aos Diários de Guerra dos combatentes, impressos ou manuscritos, redigidos no front ou nos acampamentos, Tais documentos foram as fontes primeiras que nortearam a tese de doutourado defendida na UFSC em 2009. Portanto, a pesquisa de hoje é uma adaptação, quando buscamos mostrar aso leitores o que aconteceu ao soldado brasileiro ferido, desde a sua locomoção, tipos de medicamentos e a tratamentos a que foram submetidos e como esses homens retornaram ao Brasil. São aspectos instigantes que ilustram e devem emocionar nossos leitores.

Contato com a Autora:
Fone: (41) 3244-2692
E-mail: clrigoni@terra.com.br